ueridos Irmãos e Irmãs,
Iniciamos o ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2010, marcando o tempo de nossa história cristã nessa primeira década do século XXI, Terceiro Milênio da Encarnação do Verbo de Deus.
Enquanto avançamos na história, sentindo a presença do Senhor que veio, permanece conosco e virá, construímos e tentamos construir um mundo melhor, mais habitável e culturalmente adequado à nossa humanidade.
O tempo novo que se abre diante de nós se apresenta já como desafiador para nossa existência. Um desafio tão grande que se desdobra e de divide em múltiplos e diferentes desafios cotidianos. Dois deles parecem nos ocupar e preocupar com maior incidência: no plano ecológico,as mudanças climáticas planetárias, e no plano eclesial, a Missão da própria Igreja.
São dois grandes desafios que merecem nossa atenção, pois os caminhos tomados para a resolução de ambos dizem respeito tanto a nossa subsistência humana quanto eclesial.
No nível ecológico somos chamados primeiramente a rezar pelos governantes das principais potências políticas e econômicas para que, o quanto antes, despertem para o perigo iminente de catástrofes e destruição paulatina do nosso ecossistema; depois, tomar consciência, individual e comunitária, familiar e social, que podemos contribuir, de certa maneira, para agredir menos nosso habitat natural; em terceiro lugar, não podemos apenas assistir o debate mundial e político sobre o grave problema do aquecimento global. É preciso começar a fazer diferença, questionando, organizando-nos, informando e formando melhor os que estão ao nosso redor, e cobrando das instâncias do poder providências para o bem viver.
Basta-nos lembrar nossa responsabilidade para com o uso devido e responsável da água, o uso politicamente correto dos combustíveis ante-poluentes, a adesão aos produtos ecologicamente satisfatórios ao nosso consumo diário; nosso cuidado e atenção para com o lixo doméstico e urbano; nossa adesão a programas de auxilio à preservação das matas e rios, tanto os nossos quanto os da nossa Amazônia.
No nível eclesial somos chamados a anunciar a presença de Jesus, vivo e verdadeiro, que transforma nossa existência, dando-lhe sentido de eternidade e permeando-nos de responsabilidades e posicionamentos éticos e morais calcados no Evangelho.
Este Senhor, nascido para nós, e por nós morto, ressurreto e exaltado como Cristo, Filho de Deus precisa ser testemunhado em cada gesto, em cada palavra, em cada decisão, em todas as dimensões do nosso agir humano: individual, grupal, familiar, comunitário, eclesial e social.
Esta é a missão da Igreja: anunciar a toda a humanidade a grande alegria: Deus quer a nossa Salvação! Para isso, a Igreja é no mundo, sinal de amor, serviço generoso à humanidade e instrumento qualificado para, através do anúncio, da profecia e do testemunho, chamar todos os povos à concórdia, à união e à responsabilidade de cuidar e zelar pelo nosso planeta.
Que, ao começarmos um ano novo, rezemos pela humanidade inteira, pela Igreja, sobretudo a que está na América Latina e no Caribe, que em missão permanente, auxilie as consciências no amor e na construção de um mundo novo.
Feliz ano novo!
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